Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player


SAIBA UM POUCO MAIS DA HISTÓRIA DESTA TÃO IMPORTANTE ENTIDADE.

Em 1896 é fundado a Sociedade Musical Colonial Portuguesa por um grupo de alunos do maestro João Gonçalves Loyo que na escola “João de Deus” do Real Centro Português, ministrava aulas de música. A entidade funcionava anexa e dependente do Real Centro Português.

Em razão de dissidências resolveram os integrantes da Banda, dar-lhe vida própria, isto é, fundar uma sociedade completamente independente do Centro.

Assim nasceu a Sociedade Musical Colonial Portuguesa, tornando-se uma importante corporação musical da região, fazendo apresentações em concertos públicos de bom nível.

No limiar do século XX, os gostos populares foram divergindo das apresentações musicais e ao mesmo tempo começaram a registrar-se certas cisões no meio associativo, nas quais alguns dos músicos que eram puros amadores, tomaram partido.

Em 1908, a diretoria da Sociedade Musical Colonial Portuguesa pretendeu integrá-la de novo ao Real Centro Português e chegou a entrar em negociação a respeito com a clássica entidade, mas sem resultado.

Em 1913, o agrupamento musical dividiu-se e os que saíram, criaram a Sociedade Musical União Portuguesa.

Em 1930 por motivos que deram fim a quase todos os agrupamentos musicais a Banda da Sociedade Musical Colonial Portuguesa acabou e a instituição extinguiu-se.

Sobreviveu a Sociedade Musical União Portuguesa que em 1928 é transformada em instituição de fins beneficentes, modificando o seu nome para Sociedade União Portuguesa.


UM POUCO MAIS DA HISTÓRIA DA SOCIEDADE UNIÃO PORTUGUESA

Ano de 1913. Predominando nesse tempo o gosto popular pelos concertos musicais, torna-se a Sociedade Musical União Portuguesa uma corporação musical das mais completas da região, apresentando-se não só em Santos, mas em Campinas, São Paulo e muitas outras cidades. Vale ressaltar que os integrantes da banda eram todos músicos amadores que dedicando-se somente por amor a arte conseguiram conduzir a entidade a glória.

Com o passar dos anos o gosto popular foi diversificando e novos divertimentos ganharam a preferência do público como as apresentações esportivas e outros. A diminuição notável do público nas apresentações assim como a escassez de bons músicos levou a entidade a enfrentar sérios problemas.

Em 1928, a situação da Sociedade Musical União Portuguesa era muito precária levando a crer que em breve as condições de sobrevivência se esgotariam por completo e assim acabaria uma entidade que tantos momentos de glória tivera. Era um fim deveras melancólico pois não se vislumbrava qualquer possibilidade de reerguer a Sociedade quer no setor econômico quer no artistico. Os problemas foram tão graves que foi proposto uma assembléia geral que deliberasse a sua dissolução.

Surge então Bernardino Pereira Leite.

Bernardino Pereira Leite propôs colocar-se a frente dos corpos diretivos com a intenção de imprimir outras diretrizes à coletividade, capazes de a salvar do desaparecimento. Junta-se a ele um grupo de abnegados portugueses. Faz-se um balanço da verdadeira reforma estatutária transformando a Sociedade União Portuguesa, suprimindo a expressão “Musical” agora com fins assistenciais, representados por consultas médicas na sede e a domicilio, tratamento no ambulatório social, benefícios em dinheiro com o pagamento de diárias durante o período de afastamento do trabalho por doença, auxílios para a retirada da cidade a conselho médico para climas de altitude, auxílio de funerais, ajudas financeiras a pessoas necessitadas.

Foi criada uma categoria de sócios denominada “Falange Protetora” formada por elementos que assumiram o compromisso de contribuir com mensalidade mais substanciais do que as comuns, com o objetivo de colaborar para o cumprimento do novo e arrojado plano de assistência para a época.

Passa então a entidade a experimentar uma fase de franco progressivo verificando-se a afluência de inúmeras familias portuguesas que se inscreveram em seus quadros associativos.

Em 1932, a diretoria adquire um imóvel sito à Rua Amador Bueno, 332 culminando o seu prestígio por volta dos anos de 1934 a 1940, quando o quadro de sócios atinge a casa dos 8000.

Anos mais tarde começaram a funcionar as entidades oficiais de Previdência Social (os IAP) assim como certos sindicatos de classe passam a oferecer algumas modalidades de assistência, fatos que influíram a redução do quadro efetivo da Sociedade União Portuguesa. Verifica-se então, uma quebra na receita o que obrigou a diretoria a uma nova reformna estatutária.

Nova reforma estatutária.

Mais uma vez a finalidade da S. U. P. é adaptada as necessidades da época. Mediante a um relativo aumento no valor das contribuições e a suspensão de diárias comuns por afastamento do trabalho na enfermidade, foi instituído o auxilio hospitalar, passando os associados enfermos a ser internados no Hospital Santo Antonio da Sociedade Portuguesa de Beneficência, sem quaisquer ônus, sendo-lhes prestado além do internamento, tratamentos, análises, intervenções cirúrgicas, raios X, etc. No ano de 1952, os direitos dos associados foram consideravelmente ampliados, com a criação de auxílios pecuniários para os sócios internados além de continuar mantendo auxílio nos funerais, assistência médica no consultório e a domicílio serviço de ambulatório, etc.

O local onde se encontrava a antiga sede na Amador Bueno, estava impróprio ao atendimento dos associados, o que obrigou a diretoria a procurar um local mais adequado, de preferência na Av. Ana Costa, (onde já se encontrava a Sociedade Italiana e o Centro Espanhol).

Em 1968, dá-se a concretização desse sonho com a compra do terreno na Av. Ana Costa, 290, com uma área de aproximadamente 2000m². Inicia-se a partir dessa data a contrução da nova sede. O projeto entregue ao engenheiro Anuar Assad David com a cooperação geral da comunidade portuguesa na arrecadação de recursos para a execução da obra.

Inaugurada em 31 de maio de 1980 com amplas instalações e prestando uma homenagem a Brasil e Portugal foi executado um painel em azulejos pelo artista José de Oliveira, o Gajo, com ilustração a Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Braz Cubas e Martin Afonso de Souza. A nova sede consta no andar térreo com ambulatório médico, secretaria, salas para reuniões, biblioteca, cozinha, banheiros. No andar superior um salão de festas com cozinha e banheiros, que é alugado não só aos associados como à comunidade em geral, sendo um dos mais belos salões da cidade de Santos.

Em 1997 houve nova alteração nos estatutos, quando ficou decidido não aceitar novos sócios devido as dificuldades financeiras. Criou-se então a categoria Contribuinte e Especial com direito somente a parte social e foram respeitados todos os direitos dos antigos associados.

E assim vem caminhando a S. U. P., sempre se renovando de acordo com os tempos, tornando-se um dos mais vigorosos exemplos de tenacidade da gente lusa, enrijecida pelo trabalho fecundo dos brasileiros.

Sede Social : Av. Ana Costa n 290 / 294 - CEP : 11060-000 - Santos/SP
Telefone : (13) 3234 - 6503 / Fax : (13) 3234 - 9395
Sede Cultural : Rua Amador Bueno n 188 - CEP : 11013-150 - Santos/SP
Telefone : (13) 3219 - 3079